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Blog do Iossi - O Mundo Judaico no Século 21


Marquem em suas agendas:



Escrito por Iossi Katri às 15h47
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A $abedoria da Torah

A despeito de qualquer estereótipo ou não, sendo apenas 0.20% da população, os judeus ocupam 10% da lista dos 400 mais ricos do mundo, mais de 10% dos executivos mais importantes nas 500 maiores empresas no mundo além de 30% de Prêmios Nobel. Teriam eles um segredo que os outros não sabem?

Segundo o Rabino Levi Brackman - co-autor, juntamente com o ex-colunista do 'Wall Street Journal' Sam Jaffe, do ‘Jewish Wisdom for Business Success’ (A sabedoria judaica para o êxito comercial), sim, temos um segredo, e ele está contido na Torah.

 

Rabino Brackman e a capa do livro com a Estrela de David

 

Mas o que deveria ser óbvio, a Torah é um livro religioso e não um código para o enriquecemento, sendo que  o título do livro não passa de uma verdade tabloidiana, deixou muita gente insatisfeita. Os líderes da comunidade judaica Americana repudiaram o livro completamente e se negaram a repercutií-lo de toda e qualquer maneira. Enquanto parte da comunidade cristã acolheu de braços abertos a idéia de que as histórias bíblicas (com certeza quando interpretadas por Brackman e Jaffe) realmente são os responsáveis por nosso êxito financeiro, para outros, especialmente em tempos dessa avassaladora crise, foi mais um pretexto ou motivo para culpar, quem não senão, os judeus e nosso suposto instinto ganancial.

Para os autores do livro, no entanto, a crise econômica apenas mostra como eles estão certos. “Olha o que está acontecendo no mundo: tudo é por causa do medo dos investidores. Enquanto isso a Torah disserta sobre o arrojo de Moisés entrando no Mar Vermelho contra todas as expectativas influenciando os judeus por mais de 2000 anos. Por exemplo, enquanto todo mundo vende suas ações com medo, Warron Buffet compra e se enriquece absurdamente após o pânico coletivo. Por sinal, ele fora educado por dois judeus, Phillip Fisher e Ben Graham”.

Pode ser que faz sentido, mas vale lembrar que a ampla comunidade judaica vem passando por sérios problemas. Lev Levaiov, por exemplo, patrono do judaísmo na Rússia e do chabad em Israel, perdeu bilhões de dólares e anunciou cortes nas atividades filantrópicas.

Concluímos com as palavras do Rei Salomão “não há nada de novo em baixo do Sol”. Seja em ‘O Segredo’ ou na ‘Sabedoria Judaica para o Êxito Comercial’ ou mesmo em ‘Pai Rico – Pai Pobre’, as coisas não são simples assim. E um pouco mais de cuidado em se tratando de tensos fatores religiosos seriam bem vindos.

Simples assim.



Escrito por Iossi Katri às 14h20
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Uma Reflexão sobre Iom Kipur

“- Alô, Rabino, tenho uma pergunta: estou me confundindo, e desculpe perguntar, quando é o Iom Kipur? No dia 8 ou no dia 9?

-  Nos dois, e não precisa se desculpar! Começa no fim da tarde do dia 8 e termina na noite do dia 9?

* * *

O Iom Kipur é o dia de maior elevação entre os judeus, todo e qualquer um. Tanto àquele que sabe de cor e salteado as longas e exclusivas rezas do Iom Kipur, como para quem só conhece reza no Iom Kipur. O próprio Kol Nidrei – reza recitada no começo do Iom Kipur – prevê a participação daqueles que não estiveram presentes no resto do ano. Se há um dia pra recomeçar, e todos podem ser, o dia é o Dia do Perdão.

Na prática, mais do que recomeçar um novo relacionamento com De’us, podemos mudar o rumo de coisas que já aconteceram, na linguagem dos sábios “pecados se transformarem em méritos”. É explicado pela chassidut que nesse dia a essência da alma do judeu é revelada, o ponto onde estamos ligados com De’us. Similarmente a relação entre pais e filhos, as criaturas também não tem como se separar de sua origem, independendo das circunstâncias. É este o nível de ligação, ou a própria ligação, que deve ser envocada para que o perdão seja concebido. Uma vez atingido, pecados e mitsvot, como passado e presente, não fazem mais diferença. Caso chegamos a este nível, depois e através de nos sentirmos distantes, os motivos do distanciamento acabam recebendo o mérito da reaproximação.

Analisando o Iom Kipur por este prisma é fácil entender porque ele foi considerado pelo Talmud como um dos dias mais felizes do ano. As penitências, por exemplo, podem ser lidas alegremente, como fizera um dos alunos do Baal Shem Tov, numa conotação de alívio: - ‘que bom que estamos nos livrando de tantas coisas que não gostaríamos de carregar conosco pra sempre!’.  

As portas da Teshuvá (retorno) não possuem campainhas, elas estão sempre abertas mesmo pra quem não marcou hora pra entrar. Pois é isso que o Iom Kipur nos ensina, não apenas com relação a este dia mas para todo o ano. Nossa relação com De’us, citando mais uma vez o Baal Shem Tov, é muito maior do que o amor de um pai a seu único filho que nasceu quando este já era velho.

Boas preces e um ano bom e doce! 



Escrito por Iossi Katri às 15h12
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Kol Nidrei - Maravilhoso e vai bem com o post a seguir.



Escrito por Iossi Katri às 12h09
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Chatimá Tová

                  

 Prédica ditada na noite do Iom Kipur na sinagoga Beit Chabad no ano passado     

 

 

   Por Iossi Katri

 

  

 Shalom, nós estamos começando os serviços do Iom Kipur desta noite e do decorrer do dia de amanhã. Como todos sabem, este é um dia muito solene e, por ser o dia mais sagrado do ano no judaísmo, é sem dúvida o dia de maior mobilização por parte das comunidades que comparecem em grande número, como podemos ver, nesta ocasião.

 

 A propósito, a prédica do rabino neste dia também tende a ser especial. Alguns aproveitam a presença maciça do público para fazer um resumo de todas as palestras proferidas no decorrer do ano. Outros guardam o melhor discurso para o Iom Kipur, o mais emocionante ou o mais genial. Eu, no entanto, humildemente, não farei nada disso. Eu quero falar sobre nós mesmos. A comunidade judaica de Belo Horizonte. Esta comunidade que, freqüentemente, não com inteira justiça, vem acompanhada com o rótulo de pequena, a pequena comunidade de Belo Horizonte.

 

 Bem, antes de entrar neste mérito, quero fazer uma pergunta: será que é possível ou faz sentido esperar pela continuidade desta pequena comunidade, deveras pequena se comparada com a grande população desta cidade, onde os poucos judeus acabam se perdendo nela como judeus? O que dizer sobre esperar e ansiar por um crescimento? Ou por um aumento de intensidade, de pujança. Seria isso uma utopia inalcançável?

 

Esta questão foi tratada de forma indireta por um dos famosos "sábios" de Chelem (cidade no interior da Polônia) que não eram lá tão sábios. Sábios eram os autores daqueles personagens. Enfim, certa vez Yankel e Malka voltaram cansados do duro trabalho e rapidamente se acostaram para descansar. Mas que pena, Malka percebeu que a janela estava aberta e num tom imperativo disse a seu marido: - Yankel, você esqueceu a janela aberta, vá fechá-la. Você não percebe que está frio lá fora? Ele respondeu, não sem preguiça: - e seu eu fechar, ficará menos frio lá fora?

 

 Aqui está a resposta para a nossa questão, pode ser que realmente, considerando toda a população da cidade, somos bem menos de um por cento e, nossa aglutinação e participação na vida comunitária não farão nenhum efeito a ser percebido pelos outros. Mas, a semelhança do ato de fechar a janela de casa numa noite fria, para nós, nós mesmos, faz uma grande diferença.

 

 Então, unindo certos esforços, da gente pra nós mesmos, conseguiremos fazer da centenária comunidade judaica de Belo Horizonte um dos respeitáveis centros judaicos do Brasil. Se não no tamanho e no número, na pujança e intensidade, no respeito e preocupação a cada membro.

 

Pensando no caminho a ser feito, nós percebemos facilmente todas as dificuldades, os limites e o duro esforço, afinal de contas somos uma comunidade pequena e etc. Mas vocês sabem melhor do que eu, que em qualquer faceta da vida, só alcançamos qualquer tipo de sucesso se esforçarmos. E nós, não temos muita escolha nas circunstâncias presentes. E nem nossos pais tiveram também.

 

 Alguns de vocês, e muitos dos pais de vocês vieram das pequenas cidades no leste europeu, da Polônia, Hungria, Romênia, Bessarábia, dos shteitels. Eu não estive lá, mas pelo que me contaram, eram lugares bastante pobres e pequenos. Um shteitel podia contar com mil famílias judias, outros com quinhentos, outros com 100 e outros ainda com menos.

Em um destes shteitels na Lituânia (que até hoje não é um país rico), chamado Babroisk, eles eram muito pobres. Mas, já que a quantidade de dinheiro, não necessariamente, influa na pujança da comunidade, eles formavam uma bela comunidade. Mas como o dinheiro, afinal de contas é imprescindível, eles passavam por muitas dificuldades em tudo que era ligado a este detalhe.

 

Para pagar o rabino da cidade, eles lhe davam uma mínima quantia de dinheiro e o alvará da exclusividade na venda de sal entre os judeus daquela cidade. Eles não davam o que podiam, eles davam, literalmente, mais do que podiam. E o rabino sabia bem disso e sempre tentava consolá-los quando estes se desculpavam ao rabino pelas precárias condições e por serem uma comunidade pequena.

 

 Certa vez, numa prédica ante sua comunidade, o rabino disse assim: “Vocês sabem, nos mapas de países, continentes e mundiais que encontramos, existem alguns tipos de marcações. Se tem uma marca bem grande e clara para as capitais mundiais, Londres, Paris, Roma etc. Existem as marcas medianas para as cidades de menor expressão, como Vilna, Praga, Varsóvia e assim por diante. Existem as menores ainda, e estas só aparecem em mapas rebuscados, como Berditchev, Brestlaw, Kovna etc. E existem ainda as cidades que nem aparecem no mapa, que nem o nosso shteitel, Babroisk”.

 

 Mas saibam, continuou o rabino, perante De'us, "nos céus" existe outro mapa. Naquele mapa, também se tem marca maior para as grandes cidades e menores para as pequenas. Só que lá, o critério para considerar o que é grande e o que é pequeno é diferente. Os mapas que nós conhecemos consideram o tamanho da população, a economia e assim por diante. Já no mapa lá de cima, o que vale é a quantidade de boas ações feitas, as mitsvot feitas em cada lugar, um amen aqui, outro Tefilin ali, um estudo de Torah a mais e assim por diante. Saibam, disse o rabino consolando sua comunidade, que naquele mapa, nosso shteitel, Babroisk está marcado com a maior das marcas, e outras cidades que parecem ser muito grandes como Paris e Londres, eventualmente nem estão presentes no mapa celestial. Depois daquela prédica, aquela comunidade parou de se queixar do destino e entenderam que perante De’us, eles são, apesar de anônimos neste mundo, muito queridos por Ele.

 

 Como disse, queria falar de nós mesmos. Falo desta comunidade como um de vós, mas que conhece e passa grande parte do ano em outros lugares. Rogo que, quem sabe, a partir deste Iom Kipur, a comunidade judaica de BH, principalmente a do Beit Chabad, faça uma guinada pra frente, adiante. Primeiramente, com vocês comparecendo mais, não apenas comparecendo, mas se envolvendo mais, buscando mais o aprendizado - e olha que tem muita coisa no judaísmo para aprender. E em segundo plano, tão importante quanto, que aqueles que estão presentes, chamem seus amigos que não estão presentes (e que por enquanto são muitos). A comunidade não tem como ser construída com o esforço de apenas um casal, ou de um punhado de pessoas, cada um tem o mérito de participar nesta sagrada missão. Pessoa por pessoa, família por família, porém firmemente.

 

 Com certeza, tomando boas decisões neste sentido, lograremos ser inscritos e assinalados no livro da vida. E não somente receber o Mashiach em breve, mas muito mais que isso, trazer o Mashiach.

 



Escrito por Iossi Katri às 11h32
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Marketing religioso

Vejam só essas sacadas de marketing religioso aproveitando-se justamente da fissura de nossa sociedade com marcas e logotipos, quando as pessoas são nada mais que meros consumidores.

De longe mal se percebe que é um shofar.

Mais uma:

Ok, Ok.

Essa é brilhante:

 - Senhor, na escuta.



Escrito por Iossi Katri às 16h30
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Vá com Deus 5768

O calendário judaico é muito dinâmico e possue muitas nuâncias de ano pra ano. Este último ano que acabou de passar (5768) foi rico em peculariedades históricas. Aqui segue algumas delas:

* Alguns de vocês se lembram que na véspera de Pessach deste ano a reza de shabat teve que ser realizada mais cedo para poder comer a chalah, e fora da refeição já que tudo já estava Kasher pra Pessach. Pois bem, isso acontecerá novamente só daqui à 15 anos!

* O ano judaico, a despeito de ser bissexto e ter possuído 13 meses, esteveexcepcionalmente atrasado diante do calendário universal como também com relação as estações. A título de exemplo, o Rosh Hashaná este ano caiu no dia 30 de Setembro enquanto no ano passado foi no dia 13.

(Alguns pesquisadores afirmam que daqui a mais ou menos 150 anos o Pessach será na primeira semana do Verão, caso o calendário e as estações continuem iguais).

* Este foi um ano sabático e bissexto ao mesmo tempo, algo também raro, e teve 383 dias.

* Em nenhuma semana do ano duas porções da Torah foram lidas no mesmo shabat, tanto em Israel (que tem apenas um dia de Iom Tov) quanto na diáspora.

* E não haverá um ano idêntico a este até o fim deste milênio. Logo, a haftará de Tazría só será lida em público, como fora neste ano, só prá lá do ano 6000.

Nos resta esperar que realmente soubemos aproveitar o que de melhor nos foi oferecido neste ano e que possamos sacar os aprendizados para o resto de nossas vidas.



Escrito por Iossi Katri às 14h48
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Um Pouco sobre Rosh Hashana

Um dos nigunim (melodias tradicionais chassídicas características por “invocar a alma”) do período dos temíveis dias de Rosh Hashaná, shabat teshuvá e Iom Kipur é chamado de ‘Tiku Bachodesh’. Além da bela melodia sem palavras característica – para não limitar o sentimento em um único significado – como os outros nigunim, esta  canção possue uma estranha sequência de palavras que não compõem um linha lógica de pensamento:

“Toquem (o shofar) no mês/ No sétimo mês (o Tishrei)/Volte Israel”. Para escutar: aqui e com a voz do Rebe aqui.

A lenda chassídica nos conta o fundo histórico deste nigun com uma passagem, também característica, do hassidismo. Um dos chassidim do quarto Rebe de Chabad, mesmo sendo uma pessoa modesta e de pouco estudo ele não deixava de viajar ao Rebe Maharash para as festas, como o costume dos hassidim. Se para alguns o ponto alto de estar com o Rebe era escutar os novos discursos rabínicos envolvendo o hassidismo em seus mais altos níveis, este hassid se satisfazia apenas estando lá com todas as coisas boas que isso implicava.

Mas ao voltar para sua aldeia de origem e no caminho até lá, ele frequentemente era perguntado pelos hassidim que não lograram viajar sobre o que foi dito em Lubavitch. Como bom chassid que não mente, ele respondia que não conseguiu captar os maamarim. Para alegria dos hassidim, ele sabia ao menos dizer quais foram os títulos dos maamarim ditos pelo Rebe. O maamar começa  - quase - sempre por um versículo da Torah seguido por algumas perguntas e a explicação do assunto em si, sendo que as primeiras palavras recebem o maior relevo. E daí as palavras do nosso nigun, os títulos de três maamarim distintos, que se não foram transmitidos com todo o seu teor por aquele simples chassid, eram informados juntamente com um belo nigun que, quem sabe, em algum ponto estaria transmitindo a idéia espirtual daquilo que o Rebe ensinou.

* *

Com vossa permição entrarei na pele daquele chassid que não tem como explicar cada assunto em sua profundidade mas sem no mínimo transmitir os títulos de cada, ou alguns dos, capítulos do Rosh Hashaná, que são muitos.

* * *

Dia da criação do ser humano: Existe uma discução no Talmud sobre o dia da criação do mundo, se nas vésperas do mês de Tishrei ou do mês de Nissan. O consentimento da halachá fica com a segunda opinião, rezando que o mundo foi criado no dia 25 de Elul, por retroatividade obviamente, e Adão sendo criado no dia 1 de Tishrei – o Rosh Hashaná. Portanto, o dia do aniversário da humanidade é o dia em que devemos voltar a nossa origem divina fazendo com que a ‘criação’, ao invés de separar entre, una as criaturas ao Criador.

* *

Receber a realeza divina: Este é o ponto que une todas as faces do Rosh Hashaná. O midrash conta que ao final do sexto dia da criação, Adão entendeu que era de sua função unir todas as criaturas para louvarem a De’us e naquela noite de Rosh Hashaná todos eles cantaram o ‘Lechu neranena’ (capítulo 96 dos Salmos incluído no trecho litúrgico do Kabalat Shabat que recitamos nas sextas de noite): “Vamos nos curvar e ajoelhar perante o De’us que nos criou”. Considerando que o objetivo da criação do mundo é fazer uma moradia para Ele nos mundos inferiores, neste capital dia devemos receber Sua realeza concretizando o objetivo primário.

* *

Sacrifício de Itschak: Ainda no valor histórico, a tradição indica que o sacrifício de Isaac ofertado por Avraham também aconteceu em Rosh Hashaná. Esta passagem é frequentemente citada nas orações, e é lida na Torah também,  como um meio de “lembrar” a De’us e a nós mesmos a nobreza de nossos ancestrais, que levaram até a última via de fato a máxima de que a religião deve ser praticada sem o mínimo interesse externo além de cumprir a palavra de De’us.

* *

Dia do Julgamento: É quando De’us considera os alcances dos objetivos traçados na criação do mundo. Se vale a pena seguir com o mundo ou não. Depois de decidido que sim, o que este ano nos vai reservar, de coisas boas e do contrário.

* *

Cabeça do ano: Em hebraico o termo Rosh Hashaná não significa o ‘ano-novo’ ou o ‘primeiro dia do ano’, ele é literalmente a cabeça do ano. A semelhança da cabeça que inclue dentro dela todo o corpo através do sistema de nervos, o Rosh Hashaná inclue nele todo o resto do ano, já que dele saem as benções para o todo o resto do ano e, por isso, o nosso comportamento no Rosh Hashaná pode influenciar todo o resto do ano.

* *

O Toque do Shofar: “A mitsvá do dia é o shofar” disseram os sábios. Tanto halachicamente, essa é a principal mitsvá pela qual fomos ordenados e muito mais misticamente, o toque do shofar representa o grito do âmago da alma, da essência única de todos ao mesmo tempo, atingindo níveis espirituais onde o pecado é perdoado ou sequer existe. É a nossa arma contra os nossos atos “acusadores” de uma má conduta e o nosso meio de se comunicar com nosso Pai uma vez que esquecemos do idioma que deveríamos usar.

* *

Teshuvá e boas decisões: É bom revestir parte da energia do Rosh Hashaná em alguma boa decisão visando o ano novo que acaba de entrar. A própria divisão do tempo, em dias, anos etc. serve para nos lembrar que é possível mudar o rumo. “Termina-se o ano com suas pragas e começa um ano com suas bençãos”. Grande parte deste ensejo, depende de nós e de nossas decisões.

* *

Tashlich , Jantar, Maçã com mel e outros simbolismos: O Rosh Hashaná possue vários pequenos costumes de ordem (auto)-didáticas e místicas que vieram reforçar ainda mais os assuntos do dia, jamais para roubar toda a cena. Me recordo do irônico Rebe de Kotsk lembrando a seus alunos, após verificar que nenhum deles comera nozes no Rosh Hashaná  por estes terem a numerologia da palavra pecado, que, pasmem, o pecado também tem numerologia de pecado...

* *

Shana Tová!!: Este é um dia de nos aproximar de nossos amigos e conhecidos desejando todas as felicidades do mundo para aqueles que nos circundeam tendo a certeza que seremos todos inscritos no livro da vida e da felicidade.  

* *

E um grande shana tová e especial para todos que visitam este humilde espaço neste gigante oceano da internet. Com a ajuda de De’us continuaremos seguindo adiante transmitindo os valores que acreditamos, sempre respeitando os próximos.

Iossi Katri.



Escrito por Iossi Katri às 21h59
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ENTREVISTA

Como alguns de vocês sabem eu trabalho numa organização chamada ‘Rabbinical Centre of Europe’ que pretende reunir todos os rabinos ortodoxos que atuam na Europa para fins representativos além de lhes ajudar em vários assuntos da vida rabínica e comunitária.

Um dos maiores expoentes dessa organização é o ‘amigo do Putin’ rabino-chefe da Rússia Berel Lazar.  Ele é um rabino relativamente jovem, de origem italiana e é um dos maiores responsáveis pelo renascimento meteórico do judaísmo na Rússia, quando este estava a víéis de extermínio após mais de 70 anos de repressão, por muitas vezes violenta, pelo governo comunista.

Tive o prazer de ler a entrevista de sete páginas com o Rabino Lazar que acaba de ser publicada pela revista bimestral do RCE, onde ele conta várias facetas interessantes de seu ofício nada simples, dada a conjuntura internacional e os desafios internos do judaísmo na Rússia. Trago aqui alguns dos pontos mais altos da entrevista.

Rabino Lazar com Vladimir Putin/foto: blogdoiossi

RCE: Como foi que você chegou a Rússia?
R. Lazar: Vinte anos atrás fui enviado pelo Rebe, ainda antes de me casar, juntamente com outros colegas e começamos a difundir o judaísmo de forma ilegal, assim fui e voltei algumas vezes nessa situação. Depois da queda da URSS e já casado me ofereci ao Rebe de Lubavitch para ser emissário fixo na Rússia, me sendo permitido apenas depois de um ano de estudos de Torah em um Colel.

RCE: Qual foi seu maior receio em todos estes anos?
R. Lazar: No tempo do presidente Gorbachov no final da URSS a Rússia se encontrava num período de muita tensão e ninguém sabia o que iria acontecer e logicamente nós também nos afetamos deste sentimento generalizado e começamos a cogitar a cancelar nossas atividades como uma colônia de férias para crianças e adiar um casamento judaico por via das dúvidas. Perguntamos ao Rebe sugerindo esta pausa até que as coisas se acalmassem mas o Rebe se mostrou chocado pela própria pergunta dizendo que “com certeza as atividades devem continuar incluindo a colônia de férias até o final como planejado. Boas notícias”. Pelo visto, olhando pra trás o Rebe sim sabia das mudanças que estavam prestes pra acontecer e pra muito melhor.

RCE: Como aconteceu o renascimento do judaísmo na Rússia?
R.Lazar: Por algum motivo que é difícil explicar os emissários sempre encontraram um público muito sedento ao judaísmo, um pouco diferentemente do que acontece no resto do mundo. Depois de tantos anos em que os judeus russos foram proíbidos de praticar o judaísmo publicamente parece que muitos querem recuperar o tempo perdido. A propósito, o nosso caminho ao aproximar as pessoas é pelo amor e respeito  oferecendo uma liberdade de escolha para as pessoas. Tudo que não for desta maneira acaba sendo associado com as maneiras comunistas gerando repulsa nas pessoas, um erro cometido por alguns em Israel ao tentar aproximar os russos que fizeram Aliah no começo dos anos 90, infelizmente.

RCE: Qual é o retrato geral do judaísmo e o que ainda tá faltando?
R. Lazar: Recursos humanos. Existem cidades com 10, 20 mil judeus que ainda não possuem um líder espiritual e é difícil deslocar os rabinos de uma cidade para outra dada as enormes dimensões deste país. Hoje em dia temos 400 rabinos trabalhando em todo o país, para uma população estimada entre seicentos mil a um milhão de judeus. Graças a De’us a quantidado de ativistas está crescendo ano após ano mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

RCE: Vocês incentivam a Aliah?
R. Lazar: Na semana passada mesmo alguém me perguntou se eu o aconselho ir para Israel e lhe respondi que a Torah propões um estilo de vida e não um lugar em que se deve viver. Enquando ele estivesse titubeando com o judaísmo era melhor ele ficar na Rússia e quando ele estiver mais fechado consigo mesmo e se sentir pronto para emigrar aí sim seria uma boa hora. A realidade mostra que muitos russos que vieram a Israel se enfraqueceram muito em termos religiosos. Os israelenses em geral colocam os russos um pouco a margem da sociedade e os religiosos não obtiveram sucesso ao tentar aproximá-los para o judaísmo, por enquanto.

RCE:  Como não poderia faltar, qual a sua relação com Vladimir Putin e a dele com o judaísmo?
R.Lazar: Antes de tudo, por incrível providência divina, Putin quando criança foi praticamente criado por uma família judaica-chassídica. Naquela época era comum duas famílias viverem na mesma casa e como sua família era muito modesta, ele recebeu uma bela influêcia judaica desde sua infância. Além disso, Putin vê o desenvolvimento do judaísmo na Rússia como algo de suma importãncia para a Rússia e ele nos dispensa uma atenção especial para todos os eventuais problemas judaicos. Não quero me prolongar em assuntos em que o silêncio é bem vindo, mas é sabido que o próprio Putin vem fazendo muito pelo judaísmo e que ele supervisiona até os mínimos detalhes pessoalmente.

RCE: E o Anti-Semitismo?
R.Lazar: Não é segredo que a Rússia vem sendo acometida por uma onda de nacionalismo e isso influencia um pouco, como o sucesso financeiro de alguns judeus.As ocorrências, na prática, são exporádicas e pontuais e a justiça russa não tolera nenhum tipo de anti-semitismo,  quando ocorrido punido rapida e severamente.

* * * 

Está aí, um verdadeiro líder judeu que não se satisfaz com atividades contra o anti-semitismo, embora é criticado por alguns, a distância é bom que se frise, por legitimar um governo não lá tão democrático e por se omitir sobre os assuntos internacionais, mas que antes de tudo está preucupado com os seus liderados, os judeus russos. Uma belo exemplo a ser seguido. 



Escrito por Iossi Katri às 07h31
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Um encontro

Recebi um email da equipe de Mendy Peilin com a indicação de seus novos vídeos, repercutindo as atividades do Beit Chabad da Califórnia. Segue aqui um filme de um emocionante encontro casual, enquanto Peilin e sua turma achavam que o grande acontecimento daquela noite seria o ascendimento das velas de chanukah com o governador Arnold Schwarznegger. Aprendemos quão efetivo pode ser uma simples vontade de difundir o judaísmo e ajudar os outros. Aproveitem!

Para mais vídeos, acesse: www.mendy.tv



Escrito por Iossi Katri às 08h26
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Circunstâncias Iluminadas

Embora os conceitos devem ser um fruto direto do que se passa no mundo real, na existência tangível, nem sempre eles continuam fiéis a sua origem - seja por se distanciar demais da origem verdadeira no mundo real até parecerem ser algo completamente independente, seja na pretenção de definir algo indefenível por excelência.

O judaísmo, mesmo oferecendo intermináveis leis e conceitos, parte diretamente do mundo das circunstâncias. A Torah, analisada por fora, é um livro de histórias que, apenas em segunda análise, se torna a fonte de todo o rol de leis, conceitos e definições sobre tudo e qualquer coisa existente no mundo como nos são oferecidas pelo judaísmo em suas diferentes formas. Em certos aspectos, principalmente se tratando da vida humana, devemos sempre nos lembrar a forma original da Lei quando nos foi entregue, circunstacial.

Gostaria de ilustrar melhor a força da circunstância através de um exemplo próximo ao coração brasileiro, vindo do mundo da música.

“A Garota de Ipanema” que é pra muitos especialistas a melhor música brasileira de todos os tempos não foi escrita apenas porque Tom e Vinícius precisavam de uma nova música no próximo álbum. Pelo contrário, a música foi feita em homenagem a uma pessoa real que passava nas Ruas de Ipanema. É de se supor que não fosse a real inspiração para a música, ela não teria saído tão boa...

* * *

Até aqui a introdução. A chassidut reza que tudo, inclusive coisas pequenas,  que acontecem em nossa vida - não apenas pode ser, mas -  são -  sempre frisava o Rabino Gopin – um ensinamento em nosso serviço a De’us. Pois esses dias tive um desses pequenos acontecimentos circunstanciais, bem pequeno, devidamente seguidos por uma, singela também, reflexão.

Entrei em meu quarto que estava parcialmente escuro e ao ver um disjuntor próximo a mim, o toquei para ascender a luz. O que logo percebi foi que eu acabei desligando a única lâmpada que estava acesa, me deixando na plena escuridão.

Em nossa vida: ao se fazer uma introspecção de nossos atos, saímos justamente contra as poucas luzes que ainda iluminam. Com o pretexto de não estar sendo hipócrita – ‘Uma ação boa no meio de tantas ruins? Isso não!!’ – resolvemos por óbvia comodidade largar justamente essa única e solitária ação na saudade dos tempos em que eu era uma boa pessoa, ou mais observante. Quando na verdade, estamos ficando apenas mais longe do ponto onde gostaríamos e deveríamos estar.

A escuridão, sempre ensinou o rebe, é afastada com um pouco de luz.

Mais uma boa ação e mais uma, etapa por etapa, e não será preciso acreditar que estaremos num nundo melhor, sem hipocrisia e, mais ainda, sem o medo de esbarrar em hipocrisia ou qualquer coisa do tipo, pois tudo estará devidamente iluminado.



Escrito por Iossi Katri às 12h54
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Que alegria!

[ZIZA VALADARES RENUNCIA A PRESIDÊNCIA DO ATELTICO]

Vcs não vão acreditar!

Tava no final do expediente da semana (aqui em Israel a semana acaba antes), quando de bobeira tava assistindo os vídeos memoráveis do Galo e de repente senti a falta de ir pro jogo do Galo etc.

Pensei como eh chato que ter que ver videos nos arquivos dai resolvi entrar aqui e eu vejo carta de agradeciemento e todo mundo alegre.

Fui checar no superesportes e que alegria.

A distância tava sentindo que uma coisa tava acontecendo.

Bem eu disse que vcs nao vao acreditar...

 

Mais sobre isso: Por DANIEL LANSKY

VAI COM DEUS CORJA IMUNDA!!!

Vocês acharam que o Galo era de vcs ne?
Vocês acharam que estávamos mortos e vencidos?
Vocês acharam que o Galo era um clube de torcedores passivos e que vcs poderiam explorar a marca em favor de interesses pessoais?

Estavam enganados.

Sabe porque vocês acharam isso?

Porque não são atleticanos. Porque NUNCA estiveram nas arquibancadas, nunca sofreram pelo Galo como nós sofremos. O tempo foi curto, mas foi difícil. Nesse dia 18 de setembro arrancamos o Galo de vocês
Fizeram isso porque não sabem o que é viver o dia a dia desse Clube, porque não sabem o que viver essa paixão.

Se soubessem teriam tentado fazer isso com o time do Barro Preto, talvez teria dado certo.
Eles abandonam o time, nós não.

Enquanto dentro de seus gabinetes, dentro dos camarotes do Mineirão, vocês achavam que nós estávamos vencidos a torcida se armava e sofria com o time horroroso que vcs montaram, com o Centenário ridículo que vcs montaram para nós.

Mas digo com ORGULHO que hoje nós ATLETICANOS vencemos, e talvez vendo essa massa guerreira e maravilhosa vcs tenha aprendido, da pior forma possível, de que um ATLETICANO é capaz.

Já vão tarde! O meu consolo é que vcs aproveitadores estão a partir de hoje a margem da história do Galo. Nós não, nós somos a torcida mais guerreira do País e principal ESTRELA desse clube ÚNICO.

Daniel Lansky.  



Escrito por Iossi Katri às 14h58
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Maioridade

Estamos no dia 18 de Elul, uma data chassídica muito importante – o nascimento do Baal Shem Tov e do Admor Hazaken e o Ano Novo da chassidut. Por incrível providência divina no mesmo dia em que este blog está prestes de atingir a magna marca de 18000 (dezoito mil entradas).

Por isso, celebraremos esta marca com uma anedota ligada com o casamento, conforme fomos ensinados na Ética dos Pais: “Ao se atingir os 18, à chupah (traduzida geralmente pela sinistra expressão 'páleo nupcial'). Aproveitem esta piada contada por um bom amigo, sem antes de serem agradecidos por este que vos escreve por estas numerosas entradas.

Por que muitas pessoas ficam mais religiosas depois de casar?

Simples. Depois de provar a primeira mitsvah da Torah (Porção de Bereshit) e ver como é bom, se fica com muito mais ânimo para cumprir todas as mitsvot restantes.



Escrito por Iossi Katri às 08h59
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Oração para solteiras por Rabino Steinsaltz

Existe na sociedade religiosa em geral, e especialmente entre as mulheres, uma certa precaução em demasia para não 'encalhar'. Além disso, e o que deve ser uma parte do motivo para as precauções, existem também mulheres solteiras que passaram da idade que ‘deveriam’ se casar. 

Não é novidade que existem várias simpatias espirituais para solteiras, sítios sagrados a serem visitados e o que não, pois de agora existe até uma oração especial para aquelas que precisam se casar. Ao invés de ficar assustando aquelas que ainda não chegaram na fase em que o casamento é trazido as vias de fato, como alguns fazem, o Rabino Adin Even Israel (Steinsaltz) resolveu tentar dar uma contribuição para aquelas que já passaram dessa fase escrevendo uma oração especial para as solteiras.

Não sei dizer se Steinsaltz usou de seu conhecimento cabalístico para compor a oração publicada em um evento especial para solteiras e depois na internet (aqui, em Hebraico), mas sei que ela saiu muito boa, pelo menos na versão em Hebraico...

 

“Senhor de Todo o Mundo,

“Você abre Vossa mão e satisfaz todo ser com vontade. Desta vez Te peço que preenchas minha vontade não com riqueza e honrarias, apenas preencha minha vontade e meu pedido de encontrar minha perfeição – um cônjuge adequado para mim. Eu oro perante o Senhor para que me encontre e que encontre um cônjuge que complete minha existência,  que dê-me de sua parte, para que possa dar de minha parte.

“Por favor, encontre alguém com quem eu possa fazer uma ligação de permanência, amor e união, amizade e proximidade. Ajude-me construir uma casa e ser um lar para meu escolhido, e eu providenciarei que esta casa será minha e Vossa casa, que possa construir nela uma vida que contém amor a Torah e temor aos céus, para mim, para meu cônjuge, e a todos que crescerem nela.

“E com Vossa piedade e bondade, provenha a mim os utencílios para construir uma casa adequada a Seu Nome. Uma casa que tenha felicidade e paz, consciência tranquila e com horizontes amplos. Uma casa que possa conter bom humor e seriedade,entendimento e ingenuidade, prosperidade e suficiência. Uma casa que tenha uma fonte de vitalidade para dela beber e servir aos outros.

“Estou pedindo demais? Mas Você me criou e me formou. Colocaste em mim a minha alma e desenhastes o meu corpo.Fincastes sonhos dentro de mim e recebi conciliações. Você é quem gera e quem institue, e em Vossa mão está a alma de todo vivo. E por ter me criado e feito – eis que peço para completar e materializar, receber vida e prover vida.

“Por favor, agilize e não tarde.

A versão em português, sem interessar quem estiver traduzindo, terá sempre uma vantagem: ela é assexuada – pra quem não sabe o Hebraico possue uma distinção entre homens e mulheres quando na primeira e segunda pessoa.

Portanto, façam todos um bom uso e que todas nossas orações sejam atendidas. Amen.



Escrito por Iossi Katri às 14h55
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O QUE REALMENTE ACONTECEU NO ORIENTE MÉDIO

“Todo judeu, e todo não judeu, devem assistir este vídeo” , assim me escreveu uma pessoa da maior importância e que trabalha muito em prol das causas defendidas neste vídeo que segue – os judeus viverem bem em Israel. Faço minha parte pra difundir os fatos reais.



Escrito por Iossi Katri às 11h55
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